ARQUIVO DE MENSAGENS

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

REFLEXÕES PARA O NOVO ANO



Uma casinha branca, com varanda... Paz, paz?

Quem nunca desejou “fugir” do stress do dia a dia e ir para o meio do mato, como naquela música “... ter uma casinha branca com varanda, um quintal e uma janela, só pra ver o sol nascer...” algo assim?

Respirar ar puro, ouvir o barulho dos pássaros, ficar em silêncio. Apreciar a paisagem das matas, sentir o cheiro da natureza bem próxima a nós... Sem dúvida que este contato faz bem, renova as forças, nos aproxima de Deus.

Mas à medida que a tarde vem chegando, os insetos mais enlouquecidos, vindos em carreata de Marte ou algum lugar parecido, cheios de asas e “aromas” não muito agradáveis se aproximam, nos “obrigando” a fechar “todas” as portas e janelas, (todas mesmo!) máscaras de oxigênio são derrubadas do teto, e começamos a repensar. E o que dizer do barulhinho daquele ventinho “gostoso” do interior, que balança todas as janelas tão “bem pregadas”, com frestas enormes que nos fazem questionar sua funcionalidade inicial, nos colocando em contato direto com nosso “imaginário mais assustador”? As luzes refletindo... luzes, luzes? Quer dizer a penumbra “agradável” refletindo o mato cerrado, em meio a todas aquelas árvores, com aqueles bichinhos de tantas espécies... o que parecia relaxante, como em um passe de mágica transforma-se num filme de suspense, e em um único minuto, todos os músculos do nosso corpo, tão relaxado até então, contraem-se involuntariamente, nos fazendo sentir como se estivéssemos no meio do trânsito de uma cidade como São Paulo.

De repente, “me repreendo” com os olhos arregalados, como quem procura... O Curupira (como diz meu filho!). Cada sombra é uma ilusão de ótica, cada zumbido, um contato com o além... Ai natureza, tudo tão lindo, relaxante mesmo não é?

Exagero para uns, compreensivo para outros, discussões a parte, o importante é percebermos que a paz não está vinculada a uma paisagem ou outra. Esperei tanto por este momento de estar em contato “direto” com a natureza para me sentir mais calma e quando tenho a oportunidade... Percebi que esta tão buscada paz é resultado de uma série de comportamentos, e muito mais, pensamentos, que não estão necessariamente relacionados a um lugar ou outro, a não ser dentro de nós mesmos.

E como fazer para realmente encontrá-la, agarrá-la, não deixá-la escapar?
Já pararam para pensar que estamos constantemente sendo desafiados a nos superar, transpor dificuldades, saber lidar com questões que de uma forma ou de outra, tentamos abafar, distanciar, isolar dentro da nossa alma?

Na verdade sempre esperamos uma “situação ideal” para iniciar um movimento, uma mudança, uma superação, e no fundo não percebemos que a vida sempre nos levará aos mesmos caminhos, até que tenhamos força para transpor aquela dificuldade. É assim, faz parte do aprendizado, da missão, do sentido de se estar vivo. Ignorar estes sinais é uma forma imatura de se fechar para vida. Não admitir alguma limitação não a reduz, ao contrário, a torna mais evidente, mais grave, mais profunda. Temos que aprender a lidar com nossos medos, frustrações e dissabores. E a partir daí, tentar superá-los.  

Quando a vida nos coloca algumas situações recorrentes na frente, talvez seja um alerta, como quem diz: “Acorda! Você precisa vencer esta etapa para subir o próximo degrau...” Precisamos estar prontos para receber a próxima “missão”. Enquanto existe vida, existe um caminho a cumprir, é o preço!

Vamos “jogando fora” sentimentos inúteis, invasivos, destrutivos, e com o que “sobra”, juntamos os caquinhos e construímos algo “inesperado” com nossos sentimentos. Pode ser muito bom, mas pode ser frustrante também.

No fim, o que nos tornamos acaba sendo o resultado da “subtração de tudo o que não gostaríamos de ser”. É também uma forma de superação. Porque não? Mas será o bastante?
Neste início de novo ano, onde grande parte de nossos pensamentos, anseios e ambições vêem a tona, reflexões como esta são muito comuns. O que as farão ser diferentes ou não, é a maneira como aprendemos a lidar com elas.

As dificuldades sempre existirão, as situações desagradáveis, até desesperadoras. Mas se pensarmos que como em uma casa varandada no topo do morro, a maior parte dos “fantasmas” realmente são imaginários, quem sabe grande parte do nosso sofrimento e agonia cotidiana também não o sejam?

As janelas sempre vão balançar quando existe vento. A sombra sempre existirá à meia luz. Os animais sempre estarão na nossa volta, na cidade, no campo, onde for. Não podemos nos deixar abater pelo que nos assusta. Melhor é considerarmos o canto dos passarinhos, o cheiro confortante das matas molhadas ao amanhecer, o silêncio que preenche a nossa alma e nos põe em contato direto com Deus...

Tudo é uma questão de ponto de vista. Escolha o mais bonito e seja feliz!

Ai natureza, uma casinha no topo do morro, os pássaros cantando, existe coisa melhor?!

sábado, 24 de dezembro de 2011

CARTA AO MEU AMADO



Contagiada por todo este clima de festa e confraternização aproveitei para analisar a minha vida, e reconhecidamente feliz, agradeci. Agradeci a Deus não somente pelos bens materiais, mas principalmente pelo amor recebido. Me senti muito abençoada por receber amor de tantas formas, e cores e maneiras, que me tomam, me dão brilho, despertam meu prazer de viver. A família, os amigos, meu filho tão especialmente belo de alma... Tanta gente, tantos amores, de tantas formas e cores, e maneiras, que me tomam, me dão brilho...

Feliz com estes amores, que me acariciam como quem recebe flores, estas também cheirosas, mas com vida mais frágil e curta que a minha ascendência (ainda bem!); enxerguei sob o alcance dos meus olhos sonados, mas atentos, a razão de grande parte deste afeto recebido, desenvolvido, aperfeiçoado de tantas formas, e cores, e maneiras que me tomam, me dão brilho... E através destas simples palavras decidi tornar público o que já era exposto, tornar claro o que já era subentendido, tornar palpável e registrado o que há muito é realidade: MEU AMOR POR VOCÊ GLAUCIO!

Este amor que chegou devagarzinho e de uma forma inexplicavelmente mágica se instalou dentro da minha alma e me tornou absolutamente especial! O teu amor maduro, equilibrado, mas voraz, seguro, determinado, forte o bastante para te aproximar de mim de maneira “definitiva”. Intencionalmente dedicado, conquistou a minha admiração e amolecendo meus medos, acalmando minhas angústias, confortando alguns espaços abertos dentro do meu coração, te fez meu e me tornou tua para sempre!

Amor que me ensinou que o orgulho nos afasta da presença divina, e que mais vale relevarmos os defeitos da pessoa amada e mantê-la por perto feliz, do que criticarmos o aparentemente incorrigível, que acaba se tornando correto quando livre para se tornar assim.

O seu amor que me ensinou que humildade não é tentar ofuscar um talento reconhecido, mas saber conviver com ele sem se sentir melhor do que ninguém.

Que me mostrou a capacidade que tenho para conquistar muito mais do que imaginava. Ratificando que por mais difícil que a realidade possa parecer, sempre há um motivo para sorrir e celebrar.

O seu amor que me deu força para enfrentar antigos fantasmas que insistiam em depreciar minha capacidade de gerenciar uma família, e transformou minhas vontades individuais em sonhos palpáveis e coletivos.

O seu amor que me ensinou o significado de solidariedade ao acolher e apoiar a minha família como sendo realmente sua.

Amor que me fez ver que não se julga realmente um homem pelo que ele aparenta superficialmente, mas pelas obras realizadas e pelos sentimentos difundidos.

O seu amor que me deu muitos amigos de presente, me ensinando a compreender o próximo individualmente, sem muita preocupação com padrões julgamentos e afins.

Amor que me ensinou a ver o mundo de muitas maneiras diferentes, despertando aptidões e aprimorando conhecimentos que haviam se perdido pelo tempo.

Que me exigiu amadurecimento espiritual para suportar realidades que aparentemente me julgava fraca para suportar.

Amor que me ensinou que a paciência pode ser uma forte aliada se estivermos caminhando de forma constante e progressiva por caminhos seguros e bem guiados.

O seu amor me fez entender que simplicidade é poder circular entre rodas diferenciadas e ainda sim se manter fiel a hábitos desenvolvidos, sem se frustrar, contaminar, se corromper.

O seu amor me mostrou o que é sinceridade, honestidade, correção.  

Me ensinou que o passado serviu como preparação para o que enfrentamos hoje, e que o futuro certamente trará os frutos de tudo que plantarmos nos dias atuais.

O seu amor... O seu amor...

O seu amor extrai de mim o que tenho de melhor. Me contagia, me toca, me emociona. O seu amor me faz mais grata a Deus todos os dias. Me preenche, me completa, me ajuda a descobrir quem realmente sou. E quem posso ser...

O seu amor fez do seu caminho o meu caminho. Me mostrou que o que ficou para trás era muito menos do que o que eu tinha para receber. Me ensinou que a família é o bem mais precioso e a manifestação mais forte do que significa amar.

O seu amor não poupou minhas fragilidades, mas me fez tentar enfrentá-las e vencê-las.

Você reconhece e até alimenta minhas manhas, e supri meus dengos confortando minhas aflições e carências de menina bem cuidada por uma família dedicada e unida. Sabe conviver com meus defeitos e por mais que possam incomodá-lo, torna-os irrelevantes ao nosso cotidiano, fazendo nosso convívio muito mais leve e feliz!

Como diria Charles Chaplin: “Sua felicidade é fruto das suas escolhas!!! Valorize as pessoas que te amam!!! Existe uma força... Que nos leva a viver. Uma força que nos faz recomeçar que nos faz sorrir que nos faz suportar as dores. Que nos faz suportar a saudade que nos faz buscar a felicidade. Existe uma força muito além de nossos olhos maior que imaginamos, que nem sempre procuramos, mas, ela sempre está a nossa espera. Existe uma força que nos faz sonhar. Uma força que nos faz acreditar. É uma força chamada amor. É uma força chamada persistência. Uma força chamada coragem. Uma força chamada fé! Uma força que nos faz desejar viver”...

Você é parte fundamental desta força em mim! TE AMO DEMAIS!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Festas de final de ano... Bom seria se...


Final de ano... Época de festa, comemoração, reunião em família... Período de auto-avaliação, reencontro, promessas para o novo tempo...
Nesta fase do ano, de uma maneira geral, as pessoas ficam mais sensíveis, mais generosas, mais... Mais! Os sentimentos são maximizados e a necessidade de compartilhá-los com a família, os amigos, torna-se ainda maior.
Como não se emocionar com a beleza das luzes coloridas, com os enfeites natalinos, os corais bem ensaiados das crianças carentes da comunidade? Como não reparar na beleza das árvores de Natal cuidadosamente montadas com dias de antecedência, no olhar doce do Papai Noel, que multiplica-se de maneira extraordinária a cada esquina? As músicas temáticas, os CDs do Roberto Carlos, os panetones, as caixas de bombons finos, o pernil e etc, etc, etc.
Sem dúvida, o mundo se torna mais mágico, mais bonito, mais encantador. Redescobri-se o prazer pela vida, pelo sorriso, pelas mais diversas emoções.
Ao mesmo tempo, é curioso como “repentinamente” muitos redescobrem sua “religiosidade”, sua “preocupação pelo próximo”. Que não precisa ser o menino de rua pode ser a própria mãe, um irmão, o porteiro enfim...
Bom seria se este “espírito natalino”, essa “vontade de ser melhor”, “fazer o bem”, fizesse parte de uma constante na vida das pessoas. Afinal de contas, um ano é tempo demais para quem tem fome, para quem não tem onde morar. Um ano é tempo demais para o pai que espera o telefonema dos filhos, para a criança pobre que não tem o que vestir, com que brincar.
Bom seria que o Papai Noel existisse todos os dias espalhando alegria, carinho e esperança.
Bom seria que soltássemos fogos de artifício toda vez ao acordarmos como forma de celebrar a benção por estarmos vivos.
Bom seria que ao trocarem presentes em amigos secretos, as pessoas permutassem amor verdadeiro e fraternidade; e não superficialidades que envolvem mais preocupações com o valor dos presentes recebidos do que com o ato proposto realmente.
Bom seria que as pessoas se reunissem por prazer não por obrigação. Que pudessem reconhecer como é bom ter uma família unida com tantas histórias para contar, ao invés de ficar reparando quantos pedaços de Chester cada um comeu.
Bom seria que a fartura das ceias fizesse parte da mesa de todas as casas de bem, diariamente. Que as pessoas pudessem ajudar-se mutuamente, como se todas as noites fossem especiais.
Particularmente, acho encantador todo este universo. Acho mágico sim e emocionante todo este movimento de festas de final de ano. Não importa muito as diferenças: se por influência religiosa para uns, comercial para outros, o importante mesmo é aproveitarmos estes momentos para manifestar os bons sentimentos que existem e que às vezes, devido à correria cotidiana ficam escondidos, apagados e acumulam-se dentro dos nossos corações. Demonstrar amor nunca é demais!
Mas bom mesmo seria que não esperássemos a noite natalina para manifestá-lo. E não resolvêssemos nos corrigir apenas a partir da virada de cada novo ano...
Jesus Cristo morreu, e ressuscitou! Ele continua vivo no coração de todos aqueles que crêem em seus ensinamentos. Certamente Ele não espera ser lembrado e celebrado apenas um dia por ano. Certamente Ele gostaria que praticássemos seus ensinamentos todos os dias, independentemente de religião. Se pensarmos assim todos os dias podem ser como o Natal!
Ah... Festas de final de ano... Bom seria se todos os dias fossem assim!

 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Era uma vez...



Era uma vez uma doce jovem que sonhava em encontrar um homem interessante e apaixonado que quisesse casar e compartilhar um grande amor. Os anos se passaram, e o que parecia apenas sonho, como por encanto aconteceu. E quando deu por si, lá estava ela... Linda, toda de branco...
Seu sorriso contagiante, cativava, emocionava, tocava a alma dos convidados. Quanta alegria, quanta satisfação. Sua felicidade era tão grande, que seus lábios pareciam flautas entoando canções românticas pelo salão! Como se pássaros acompanhassem seu deslizar sob o som da valsa, e como se nuvens fossem delicadamente espalhadas pela pista de dança, proporcionando momentos deslumbrantes a todos nós.
Parecia que pétalas de rosas saiam dos seus sapatos, cuidadosamente escolhidos para celebrar aquele momento mágico da sua vida, formando um caminho de flores perfumadas e vistosas por onde ela passava. Seus movimentos pareciam acontecer em câmera lenta, tamanha classe e delicadeza. Seus olhos brilhavam mais que as estrelas daquela noite, aliás, o céu se rendeu à sua beleza, sua felicidade, sua emoção. E contagiou a todos nós...
Ele, o verdadeiro príncipe. “Ah, como valeu a pena esperar por este momento...”- transparecia ela ao olhá-lo com admiração. Quanto cuidado com sua amada, quanto carinho, quanto amor... “Está ainda mais bela” – demonstrava o escolhido ao observá-la atentamente, deixando-a brilhar! “Brilha minha amada, brilha! Isto tudo é para você! Tudo pra você”... Diziam os seus olhos apaixonados...
Quanta fartura, quanta beleza, quanta dedicação... Decoração de bom gosto sob as luzes que refletiam a beleza do mar... Um menu de primeira qualidade, variado, delicioso. E os docinhos então? Tinha brigadeiro de uns dez tipos diferentes, doces com asas de anjos, e até “Santo Antonio comestível”, para os mais afoitos a encontrar seu par... (dizem os mais maldosos que teve gente congelando alguns destes, guardando nos bolsos, no arranjo de cabelo...).
De repente... O que parecia sonho para os noivos, virou sonho para mim... Um batuque contagiante, delicioso, inspirador tomou conta do salão, me trazendo de volta para a Bahia! Um grupo de baianas devidamente caracterizadas se espalhou pela pista e ao som referência dos soteropolitanos, me realizei. Dancei, sambei, “carnavalizei”, tudo que tinha direito. Meus pais brincam que se não tivéssemos mudado de lá, (morei em Salvador uns bons anos da minha infância-adolescência), teriam me perdido atrás do trio elétrico. Não duvido. É impressionante como aquele batuque movimenta até os mais tímidos, uni, aproxima as pessoas. Barreiras se quebram e dão lugar ao rebolado, à sensualidade, ao algo mais que o baiano tem!
Se até os mais tímidos se aventuraram a arriscar uns passos de axé, o que dizer das senhorinhas mais fogosas que se identificam com as dançarinas africanas e, acreditando ter o seu rebolado, soltam os quadris, balançam a cabeça, movimentam os braços para todas as direções (todas mesmo!). Já não importa mais o ritmo (até porque muitos têm certa dificuldade em acompanhar... abafa!). Aquele momento vira uma espécie de terapia, e os sentimentos mais contidos afloram, dando lugar a... Tudo que estiver guardado dentro de cada um... Preocupante para uns, revelador para outros, mas não importa. Estamos na Bahia, a terra do algo mais, da alegria...
... “ah... festa de casamento... na Bahia...”!
Observando aqueles momentos com olhar de quem veio de longe, tive ainda mais certeza de que cada esforço valeu à pena. Cada quilômetro percorrido, cada expectativa, cada emoção guardada por tantos anos. Que felicidade poder voltar àquele lugar, encontrar amigos tão queridos, e desfrutar de um momento tão particular na vida de um casal...
Naquele instante, fechei os olhos e agradeci. Agradeci a Deus por tanto amor, por tanto carinho, por tanto cuidado. Agradeci por estar ali, fazendo parte de tudo aquilo. Agradeci por todas as pessoas que colocou no meu caminho... E chorei de felicidade!
Os anos se passam, as relações se transformam, mas os sentimentos puros e verdadeiros, sem clichê, ficam. E mesmo que a distância nos afaste geograficamente das pessoas amadas, quem realmente está presente na nossa alma, fica para sempre. E serão sempre mais forte do que qualquer outro que venhamos a encontrar. Porque fazem parte da nossa história, do nosso conceito de vida, da nossa formação. Contribuíram de alguma forma para que definíssemos nossa personalidade, e nos guiaram a caminhos, que influenciam nossas vidas até hoje...
Ainda me lembro da Dedé (a noiva!), me inspirando com seus passos de balé pelos teatros de Salvador... É bom ver que ela continua emocionando, se destacando, sendo a estrela que merece ser...
Brilha minha noiva, brilha. Hoje o dia é todo seu!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

COISAS QUE APRENDI...



Não basta dominarmos as teorias para termos bons conceitos escolares. O mais importante é saber usá-las e adaptá-las à realidade de cada empreendimento que formos planejar. Se nossas posturas forem bem trabalhadas, redundarão em sucesso empresarial... na vida, a única coisa que temos como certa é a mudança, e que ela está ocorrendo a todo o momento.
Sejam agentes da mudança, não esperem que os outros façam primeiro!
Não conseguiremos parar a evolução do conhecimento humano; se não nos adequarmos perfeitamente às exigências do mercado, ficaremos desatualizados, seremos expulsos sem dó nem piedade.
Evoluam, acreditem nas suas idéias, ousem sempre e provem que com trabalho árduo e contínuo, o sucesso pessoal e profissional é uma questão de tempo!”

Muitas pessoas me perguntam de onde tiro tanta inspiração. Está aí, este texto faz parte do livro TREINAMENTO EM QUALIDADE – Fator de Sucesso para Desenvolvimento de Hotelaria e Turismo da Editora Roca, escrito por PAULO SILAS OZORES FLORES, MEU PAI!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

VIVA O BELO QUE É BELO!


Afirmar que parecer não é ser, não é desaprovar a forma, o belo, o apresentável. Valorizo, busco, e “reparo”. Apenas não acredito que se construa uma vida profissional ou pessoal somente em cima deste conceito.
Claro que não dá pra ser completamente relax e achar que as pessoas vão descobrir o que existe dentro de você. Se puder dar uma forcinha, e dar sinais através do seu comportamento, sua forma de falar, se apresentar, vestir, já é meio caminho andado. Facilita e agiliza a comunicação. Mas julgar apenas pela aparência pode ser injusto e arriscado.
Não sou a favor do extremismo seja da forma que se apresentar. Não julgo por aparência, apesar de cuidar da minha, não afasto porque não conheço, apesar de não me entregar logo de cara, e apesar de acreditar que a primeira impressão sempre fica, acredito também, que pode ser remediada e alterada, para melhor ou para pior, dependendo das nossas atitudes.
Não somos escravos de sistema algum, mas é preciso estar infiltrado dentro dele, para que as pessoas te escutem, te enxerguem, te valorizem. Por vezes pode ser muito prazeroso, mas muitas outras chega a ser frustrante. Principalmente para quem naturalmente não se identifica. Não advogo em causa própria, mas em defesa de muita gente competente que já conheci e não consegue seu lugar ao sol!
É isso, entender o sistema, aprender como funciona, e trazê-lo a seu favor. Manter um visual que vá de encontro à maneira como você quer que as pessoas te enxerguem. Estudar expressões que por mais que tragam preceitos antigos já vistos anos atrás, nos façam parecer mais atualizados e até capazes. 
Tem sim a poesia de conseguir tocar o outro através de uma imagem, uma apresentação, um símbolo. Mas até para a poesia ter sentido, tem que ser profunda no processo criativo, ainda que seja externada “apenas” a imagem “simplificada” que gerou.
Li a pouco um texto sobre Steve Jobs que falava “a simplicidade é a máxima sofisticação” – “ele dizia que a simplicidade resulta da conquista das complexidades.” Transformar o complexo em “aparentemente simples” é muito mais difícil. Para tanto, o conteúdo continua sendo fundamental.
Vivo o belo, que é belo! Não o belo que apenas parece ser!

PARECER, NÃO É SER!



Quanto mais o tempo passa, mais agradeço a Deus por todas as oportunidades vividas. Elas me prepararam para pensar, criar, desenvolver, transformar, aceitar, conviver, e não simplesmente absorver informações por osmose como vemos por aí.
Não é preciso fazer viagens internacionais, intercâmbio, cursos mil para saber trabalhar direito, para fazer bem feito, para ter qualidade. Claro que a informação complementar é excelente para nos atualizar, trazer segurança e mais preparo cultural até para argumentar sobre as decisões tomadas. Mas mais importante do que saber falar “brainstorm”, “benchmarking”, “workshop”, etc, é saber o que fazer com tudo isto, onde usar, como usar, por que e para quê.
O que trazemos dentro da alma é que nos faz enxergar o mundo diferente. A capacidade de analisar as situações com sensatez e sabedoria, é que nos torna bons no que fazemos. Não as expressões que usamos, nem a quantidade de línguas que aprendemos. Melhor trabalhar profundamente com conteúdo em português, do que falar superficialidades em três línguas diferentes. Copiar o que todo mundo já sabe não é sinônimo de inteligência. Aprender a pensar através da interpretação dos fatos, isso sim é diferencial.
E essa “onda de ser politicamente correto”? Poupem meus ouvidos! É uma hipocrisia absurda. Muitas pessoas falam que não ligam para a imagem, mas investem em autopromoção o tempo todo. Criticam quem valoriza o status, mas andam com o carro da moda, dizem que dinheiro é fator secundário, mas só trabalham se for para ganhar bem... Pára com isso! Todo mundo tem o direito de pensar o que quiser, mas não faça apologias daquilo que não acredita. Aliás, quem tem a necessidade de reafirmar um pensamento destes o tempo todo, está tentando se convencer do que não é!
Desculpem os politicamente corretos então. Mas eu gosto sim de saber que sou bem vista pelas pessoas que me importo, sei que status não é sinônimo de sucesso e riqueza, mas às vezes te traz um conforto gostoso de usufruir, e dinheiro, é conseqüência, mas não deixa de ser muito melhor tê-lo do que não tê-lo. Errado não é gostar das coisas boas, é não saber dosar. É a falta de equilíbrio, o erro da análise sobre quem manda em quem.
 Estar atualizado sobre as novas mídias sociais, sobre as expressões mercadológicas do momento, sobre os pensamentos dos filósofos mais importantes da história do mundo, é muito bom, para si mesmo. Para agregar conhecimento, cultura, e dar base para desenvolver sua própria opinião. Mas acreditar que realmente isso é suficiente é o mesmo que dizer que importante de fato na construção de um prédio é o jardim de inverno que colocaram na frente da portaria (embeleza, mas não assegura a sustentação do prédio). Um bolo não fica gostoso porque você alisou a cobertura corretamente, é bom porque os ingredientes usados são bons, a combinação deu certo, e principalmente, você soube fazer. A apresentação visual conta, enche a boca de água, mas a quantidade de nervuras sobre ele não é o que vai realmente fazer a diferença no sabor.
Valorizo a imagem, o belo, o externo. Mas temos que tomar cuidado para não confundir o que parece com o que é. Essa geração “Denorex”, cheia de frases feitas e linguajar descolado tem que abrir o olho. Para ser bom mesmo, tem que saber fazer, colocar a mão na massa, decidir e se bancar. Não se esconder atrás de uma imagem padronizada que relembra a época do desenvolvimento industrial onde a produção em série estava em ascensão. Hoje em dia, se diferencia quem é diferente, quem faz, e principalmente, quem toca quem emociona quem transforma o ambiente por onde passou.
Não tenho a pretensão de admitir que minhas palavras são uma verdade absoluta, apenas uso este espaço como desabafo, uma forma de levantar algumas questões que há algum tempo tenho observado. Por isso novamente agradeço a Deus pelas oportunidades vividas, porque através delas, posso até não ter aprimorado alguns conhecimentos da forma como deveria, mas construí algo muito mais importante, que é substância de alma. Ela é que nos permite ver e enxergar, ouvir e compreender, ler e interpretar. E isso, não tem expressão nenhuma no mercado que ensine.